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Uma viagem no tempo para conhecer a infância e as vivências de um dos mais importantes homens da história recente. Esta é a proposta do musical infantil “Menino Mandela”, que estreia no centro cultural Futuros – Arte e Tecnologia, no Flamengo, em 9 de março, com apresentações sempre aos sábados e domingos, às 16h, até 11 de abril. Com direção artística e idealização de Arlindo Lopes e realização da Pássaro Azul Produções Culturais, a peça tem patrocínio da Oi e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e apoio cultural do Oi Futuro.

Com poesia e leveza, canções originais, teatro de sombras, bonecos e danças africanas, o espetáculo imagina um encontro entre o Mandela criança e sua neta Zoe para apresentar ao público o menino Rolihlahla (posteriormente rebatizado Nelson) numa das fases mais felizes de sua vida. Na trama, Zoe precisa fazer um trabalho de escola sobre seu avô e contar como foi sua infância na aldeia sul-africana Qunu. Conversando com ele e revendo suas memórias, uma “fenda no espaço-tempo” transporta Zoe para 1926, quando ela encontra seu avô ainda criança se desdobrando para aproveitar ao máximo a vida entre brincadeiras, obrigações e o aprendizado com os anciões de sua tribo. Às voltas com um mundo repleto de hábitos e saberes novos, o menino vai enfrentar a perda precoce do pai e a despedida da mãe, que precisa entregá-lo aos cuidados de seu tutor, o Rei Jongintaba. A partir daí, o pequeno Nelson terá que desbravar um mundo desconhecido e pautado pela desigualdade racial.

O diretor Arlindo Lopes mergulha mais uma vez na história e no legado dos povos pretos depois de seu sucesso anterior, ‘Ombela – A Origem das Chuvas’, do angolano Ondjaki, aclamado pela crítica e premiado em nove categorias do Prêmio CBTIJ de Teatro para Infância e Juventude. Na concepção do diretor, a menina Zoe, ao testemunhar a infância do avô e se encontrar com sua ancestralidade, dá início às suas “escrevivências”, escrita inspirada no conceito cunhado pela escritora Conceição Evaristo: “Escrevivência – escrita que nasce do cotidiano, das lembranças, da experiência de vida da própria autora e do seu povo”.

“Nelson Mandela sempre foi uma das pessoas mais inspiradoras e potentes que passou por essa nossa existência. Logo após a sua morte, vi uma explosão de publicações que retratavam a sua jornada, e me chamaram atenção as várias versões de livros infantojuvenis que retratavam sua infância em Qunu. O próprio Mandela declarou diversas vezes que em sua aldeia viveu os dias mais doces e felizes de sua existência. Me debrucei a ler esses livros e, claro, me encantei por sua autobiografia. Para mim, o Teatro Infantil tem papel fundamental na formação de crianças que se tornarão adultos mais conscientes de nossa diversidade e pluralidade social”, explica o diretor Arlindo Lopes.

“Para nós, o teatro infantil serve à experimentação, é o momento de descobertas de novas ideias e de aprendizado sobre grandes histórias. Nossa missão é, por meio da arte, estimular o olhar crítico e construtivo de todos. Com “Menino Mandela”, o Futuros – Arte e Tecnologia recebe em seu teatro um espetáculo que proporciona ao público, aos adultos, jovens e crianças, uma grande aventura que também reflete sobre temas de extrema importância nos dias de hoje, em especial sobre a desigualdade racial’’, destaca o gerente de cultura do instituto Oi Futuro, Victor D’Almeida. 

A MONTAGEM

Se você fala a um homem numa língua que ele compreende, isso vai para a sua cabeça. Se lhe fala na língua dele, isso vai ao seu coração.” 

Nelson Mandela 

O espetáculo conta com direção musical, arranjos e música original de Wladimir Pinheiro, coreografias e preparação corporal da especialista em danças africanas pela Ecole dês Sables (Senegal) Fernanda Dias e assistência de direção e preparação em Yoga de Vanessa Pascale. As canções do espetáculo, embaladas pela sonoridade musical da África do Sul, são executadas pela violoncelista Flávia Chagas, a percussionista Geiza Carvalho, o pianista Wladimir Pinheiro e o trompetista Abraão Kimberley, estes dois últimos também atores da montagem.

O artista visual Dante (criador, na novela “Renascer”, do ‘cramulhãozinho’ de José Inocêncio) criou, especialmente para o espetáculo, bonecos de tamanho natural para representar Nelson Mandela idoso, a avó de Mandela e um rebanho de ovelhas, uma vez que Mandela foi também pastor na infância. 

Os figurinos de Tereza Nabuco, premiada por seu trabalho em ‘Ombela – A Origem das Chuvas’, serão todos em preto e branco, em contraponto ao cenário de Mauro Vicente Ferreira, que trará as raízes da árvore Baobá e os tons terrosos que remetem ao ambiente da aldeia. A iluminação de Ana Luzia Molinari de Simoni destaca o contraste com as pinturas do cenário em tinta Corion, que brilham no escuro, e também dá conta da técnica do Teatro de Sombras. O visagismo de Joana Seibel, o design de som de Lucas Campello e o design gráfico de Gilberto Filho completam a ficha criativa.

SINOPSE

Zoe, neta de Nelson Mandela, precisa fazer um trabalho de escola sobre seu avô e contar como foi sua infância na aldeia sul-africana Qunu. Conversando com o avô e revolvendo suas memórias, uma “fenda no espaço-tempo” transporta Zoe para 1926, onde ela encontra o menino Rolihlahla, que se desdobra para aproveitar ao máximo a vida entre brincadeiras, obrigações e o aprendizado com os anciões de sua tribo. Quando começa a frequentar a escola, recebe de sua professora um novo nome, Nelson. Às voltas com um mundo repleto de hábitos e saberes novos, o menino vai enfrentar a perda precoce do pai e a despedida da mãe, que precisa entregá-lo aos cuidados de seu tutor, o Rei Jongintaba. A partir daí, o pequeno Nelson terá que desbravar um mundo desconhecido e pautado pela desigualdade racial.

SOBRE NELSON MANDELA

“Ninguém nasce odiando o outro pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar.” 

Nelson Mandela 

Nelson Mandela, um dos maiores símbolos dos Direitos Humanos desde o século XX, dedicou-se às liberdades do seu povo, inspirando defensores das causas humanitárias de todo o mundo. Nascido em Transkei, África do Sul, Mandela – ou Madiba, como também era chamado – era filho de um chefe tribal, e recebeu educação universitária com licenciatura em Direito. Em 1944, tornou-se membro do Congresso Nacional Africano (CNA) e trabalhou ativamente para abolir as políticas do apartheid comandadas pelo o Partido Nacional no poder. Ao ser julgado pelas suas ações, declarou: “Lutei contra a dominação branca e lutei contra a dominação negra. Tenho cultivado o ideal de uma sociedade livre e democrática na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal que eu espero viver e alcançar. Mas se for preciso, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer.” 

Sentenciado à prisão perpétua, Mandela converteu-se num poderoso símbolo da resistência para o crescente movimento de antiapartheid, negando–se repetidamente a comprometer sua posição política para conseguir a liberdade. Finalmente libertado em fevereiro de 1990, intensificou a sua batalha contra a opressão, perseguindo os mesmos fundados há quase quatro décadas. Em 1993, Mandela recebeu o Prêmio Nobel da Paz e, em 1994, ganhou as eleições tornandos-se o primeiro presidente negro da África do Sul, cargo que ocupou até 1999. 

Com o fim do apartheid e se retirando do governo sul-africano, Mandela manteve seus ideais humanitários e passou a ser um porta-voz mundial contra o avanço da AIDS. Em 5 de dezembro de 2013, faleceu em sua casa, na cidade de Johannesburgo, em decorrência de uma infecção pulmonar. 

ARLINDO LOPES – diretor 

Formado pela CAL, estreou no espetáculo ‘Um Homem Chamado Shakespeare’, adaptado e dirigido por Barbara Heliodora. Atuou nas peças ‘Transpotting’, ‘Laranja Mecânica’, ‘Marat-Sade’, ‘Alice Através do Espelho’, ‘Academia do Coração’, ‘Cauby! Cauby!’ e ‘O Jardim Secreto’. 

Produziu e atuou no monólogo ‘Leonilson, Todos os Rios Levam a Sua Boca’, no musical A Ver Estrelas, Prêmio Zilka Sallaberry de Melhor Direção, e idealizou e protagonizou, ao lado de Glória Menezes, a montagem de ‘Ensina-me a Viver’, recebendo o Prêmio Arte Qualidade Brasil de Melhor Ator Drama, Melhor Espetáculo Drama e Melhor Produção em 2008. Em 2015, estreou como diretor e autor no musical infantil ‘As Aventuras do Menino Iogue’ e recebeu os prêmios Botequim Cultural de Melhor Direção e Melhor Adaptação do Prêmio CBTJI de Teatro para Crianças e Jovens. Sua segunda direção foi o musical infantil ‘Ombela – A Origem das Chuvas’, vencedor de 9 categorias no Prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças de 2019. 

WLADIMIR PINHEIRO – diretor musical, arranjos e música original

Vencedor do Prêmio Shell 2020 na categoria Melhor Música, Wladimir Pinheiro ingressou no meio teatral em 2002 no Cabaré Filosófico de Domingos Oliveira. Cantor, ator, músico e compositor, esteve em cena sob direção de nomes como Paulo, Sérgio Brito, Aderbal Freire Filho, Charles Moeller e Claudio Botelho, Gustavo Gasparani e João Fonseca, entre outros. Atua como diretor musical, arranjador e compositor em espetáculos de variados gêneros, como o recém-premiado espetáculo ‘As Comadres’ (dirigido por Ariane Mnouchkine do Théâtre du Soleil, Paris), e ‘Lapinha’. Trabalhou como produtor musical na novela ‘Gênesis’, da TV Record. Atualmente indicado aos prêmios Shell e Cesgranrio na categoria Melhor Música, por ‘Vozes Negras – a força do canto feminino’.

RICARDO GOMES – autor 

Filósofo, autor e montador. No teatro, é co-autor da peça infantil ‘Ombela – A Origem das Chuvas’. Publicou artigos nas Revistas A (UFRJ), Inquietude (UFG) e Lugar Comum, no site Uninomade e no livro ‘Amanhã Vai Ser Maior’, lançado pela editora Analumbre. No cinema, montou e corroterizou os documentários ‘Genocídios e Movimentos’, premiado no Festival Panorama de Cinema, ‘Contagem Regressiva – Mobilidade Urbana’, selecionado para o Festival de Brasília, e ‘Quem é essa mulher?’, sobre a primeira médica negra do Brasil. É também montador dos curtas-metragens ‘CARNE’, de 2018, eleito melhor filme do Festival de Favera 2019, e ‘DEIXA’, lançado em 2023, vencedor do Kikito de Melhor Direção no Festival de Gramado, Prêmio Especial do Juri do Festival de Vitória e o Prêmio Especial do Juri do Festival de Havana, em Cuba.

MARIANA JASPE – autora 

Diretora e roteirista. Especialista em Cinema, Televisão e Mídias Interativas pela Universidad Rey Juan Carlos, de Madrid, e Direção de Cinema. Roteirista e diretora da série documental ‘Flordelis: Questiona ou Adora’ e roteirista da série ‘Resistência Negra’, ambos do Globoplay. Fez sua estreia no cinema com o curta-metragem ‘CARNE’, lançado em 2018 e selecionado para mais de 30 festivais ao redor do mundo. Em 2023, lançou ‘DEIXA’, protagonizado por Zezé Motta, vencedor do Kikito de Melhor Direção no Festival de Gramado e o Prêmio Especial do Juri do Festival de Havana, em Cuba. Escreveu e dirigiu o documentário ‘Quem é essa mulher?’, sobre a primeira médica negra do Brasil, e colaborou com Anna Muylaert no roteiro do filme ‘A Melhor Mãe do Mundo’, ainda inédito. Foi supervisora de roteiro do podcast PROJETO QUERINO, sobre a história do Brasil pelo ponto de vista negro, vencedor do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog em 2023. No teatro, é co-autora da peça infantil ‘Ombela – A Origem das Chuvas’ e autora do espetáculo ‘Trinta e Dois, sobre tráfico de pessoas’, cujo livro homônimo foi lançado em 2020.

PÁSSARO AZUL PRODUÇÕES CULTURAIS – realização

Criada em 2009, Pássaro Azul Produções é uma produtora cultural que realiza projetos voltados a mensagens de transformação e inspiração para todas as idades e pessoas. A finalidade é trazer ao foco central questões sociais aatravés de histórias plurais, que abordem diversidade, representatividade e educação como forma de contribuição na abertura de caminhos e democratização de acesso à cultura. Tem, entre suas principais realizações os espetáculos ‘Ensina-me a Viver’, (vencedor dos Prêmios APTR de Melhor Produção e 4 categorias do Prêmio Arte Qualidade Brasil); os musicais infantojuvenis ‘A Ver Estrelas’, direção de João Falcão (vencedor do Prêmio Zilka Sallaberry de Melhor Direção); ‘As Aventuras do Menino Iogue’ (Prêmios Botequim Cultural de Melhor Direção, Melhor Espetáculo e Melhor Adaptação, além de 11 categorias do Prêmio CBTIJ); ‘Ombela – A Origem das Chuvas’ (vencedor de 9 categorias do Prêmio CBTIJ); o monólogo ‘Leonilson, Todos Os Rios Levam à Sua Boca’, a adaptação audiovisual para o texto ‘O Coração Normal’, o podcast ‘Até Onde Vai Sua Coragem’, o documentário ‘Escolhas – Um DocMúsica’ e o curta-metragem ‘Independentes’, de Carla Faour.

FICHA TÉCNICA

Texto – Ricardo Gomes e Mariana Jaspe
Direção Artística e Idealização – Arlindo Lopes
Direção Musical, Arranjos e Música Original – Wladimir Pinheiro

Coreografias e Preparação Corporal – Fernanda Dias

Assistência de Direção e Preparação em Yoga – Vanessa Pascale

Elenco / Personagem

Abraão Kimberley / Rolihlahla, Mandela Menino 

Sara Hana / Zoe, neta de Mandela 

Wladimir Pinheiro / Nkosi Gadia (pai de Mandela), Rei Jongintaba e Mandela adulto 

Tati Christine / Noseki Fanny, mãe de Mandela 

Vanessa Pascale / Professora Mdingane, Vó Tituba e Reitor 

Musicistas – Flávia Chagas (violoncelista) e Geiza Carvalho (percussionista), Wladimir Pinheiro (piano) e Abraão Kimberley (trompete)

Figurino – Tereza Nabuco
Cenário – Mauro Vicente Ferreira
Iluminação – Ana Luzia Molinari de Simoni

Bonecos – Dante
Visagista – Joana Seibel

Design de Som – Lucas Campello

Design Gráfico – Gilberto Filho

Trancista – Bruna Santanna
Fotografias – Renato Mangolin

Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

Direção de Produção – Arlindo Lopes
Coordenação de Produção – Carol Piccoli
Produção Executiva – Carlotta Romanelli e Gilberto Filho
Realização – Pássaro Azul Produções Culturais 

Sobre o Futuros – Arte e Tecnologia

Inaugurado há 18 anos com a proposta de democratizar o acesso a experiências de arte, ciência e tecnologia, o centro cultural Futuros – Arte e Tecnologia tem a Oi como fundadora e principal mantenedora. Em abril de 2023, sob a chancela do Oi Futuro, o equipamento cultural se abriu a novos parceiros: EY, Eletrobras Furnas e BMA Advogados são os primeiros patrocinadores anunciados pela instituição.

Com programação diversa que aposta na convergência entre arte contemporânea, ciência e tecnologia, o Futuros recebeu, em 2023, mais de 127 mil visitantes. O espaço abriga galerias de arte, um teatro multiuso, um bistrô e o Musehum – Museu das Comunicações e Humanidades, que detém um acervo de mais de 130 mil peças históricas sobre as comunicações no Brasil. O Musehum promove experiências imersivas e interativas que convidam a refletir sobre o impacto das tecnologias nas relações humanas.

As galerias do centro cultural já foram ocupadas por expoentes internacionais de diversas vertentes, como Andy Warhol, Nam June Paik, Tony Oursler, Jean-Luc Godard, Pierre et Gilles, David Lachapelle, Chantal Akerman; e brasileiros como Luiz Zerbini, Rosângela Rennó, Daniel Senise, Lenora de Barros, Iran do Espírito Santo, Arthur Omar, Marcos Chaves e outros. Nas artes cênicas, o espaço foi palco de espetáculos inéditos e premiados de Felipe Hirsh, Gerald Thomas, Enrique Diaz, Antonio Abujamra, Denise Stoklos, Victor Garcia Peralta, Aderbal Freire, João Fonseca e outros.

Com quase duas décadas de trajetória, Futuros – Arte e Tecnologia também sediou diversos eventos de destaque na cena cultural carioca, incluindo Festival do Rio, Panorama de Dança, FIL, Multiplicidade, Novas Frequências e Tempo_Festival, sendo os três últimos especialmente concebidos para a instituição.

Serviço:

Estreia: 9 de março (sábado), às 16h

Local: Teatro do Futuros – Arte e Tecnologia 

Endereço: Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo / RJ  – Tel: (21) 3131-3060

Horários: sábados e domingos, às 16h 

Ingressos: R$40 e R$20 (meia) 

Bilheteria: não há bilheteria física – a validação dos ingressos é feita a partir de meia hora antes do espetáculo no térreo. Vendas online em www.sympla.com.br 

Capacidade: 63 espectadores (sendo 1 assento para cadeirante/PCD e acompanhante cadeirante, e 1 cadeira para obeso) 

Duração: 60 min 

Gênero: musical infantil 

Classificação indicativa: livre, e recomendada para a partir de 03 anos 

Temporada: até 14 de abril

Para mais informações sobre Futuros – Arte e Tecnologia, entre em contato: 

Felipe Teixeira – felipe.teixeira@agenciafebre.com.br 

Katia Carneiro – katia.carneiro@agenciafebre.com.br